Copa do Mundo e Olimp�adas d�o f�lego � expans�o do mercado carioca

17/Aug/18

João Paulo Matos, diretor-presidente da Calçada, acredita que o mercado carioca ainda tem um bom espaço para crescimento. “Os investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas estão começando e farão o mercado crescer num ritmo acelerado em várias áreas da cidade”, prevê. Matos explica que os novos corredores viários abertos pelos BRTs (Bus Rapid Transit) trarão valorização para onde ainda há terrenos, como Recreio e Jacarepaguá. “Fiz lançamentos na região do Autódromo, por exemplo, que, com uma diferença de seis meses, apresentaram valorização 20%”.

Por isso, há construtoras que preferem continuar atuando sozinhas. A Rubi Engenharia, uma empresa familiar fundada em 1979, espera crescer 80% em 2011 em relação a 2010. No ano passado, ela lançou três empreendimentos com VGV de R$ 60 milhões, praticamente o mesmo dos últimos cinco anos (R$ 65 milhões). O foco é o segmento de médio e alto padrão, no qual a construtora atua há 30 anos. Em 2011, o objetivo é fazer lançamentos totais de R$ 100 milhões.
“Temos uma estrutura enxuta, familiar, mas com gestão profissionalizada”, conta a diretora financeira da Rubi Engenharia, Ana Carolina Alvim.

Atualmente, a empresa está tocando cinco obras na região de Jacarepaguá, mas também planeja investimentos na Tijuca e em Vila Isabel, áreas valorizadas com a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e onde os lançamentos têm sido vendidos todos em um único dia. “Foi assim com o Ville Prime, 100% vendido no dia do lançamento”, lembra Ana Carolina.

Outra construtora que também não faz parceria é a Leduca, especializada em empreendimentos de médio porte. Paulo Marques, sócio-diretor da construtora, afirma que ” fazer parceria é entregar a joia nas mãos das S.A. Os menores ganham no volume e não nas operações. A construção a taxas que pagam entre 8% e 10% para operação não gera rentabilidade. Paga os custos e mais nada”. Marques explica que um empreendimento completo gera de lucratividade entre 15% e 25%. O problema, segundo o diretor, é que estas construtoras não têm acesso ao crédito para grandes negócios.

Mas, para evitar concorrer com as grandes, a Leduca busca espaço também em Jacarepaguá. A estratégia vem dando certo. Em 2008, o valor das vendas foi de R$ 14 milhões, em 2009, de R$ 60 milhões e, em 2010, de R$ 120 milhões.